11.6.10

Cheirinho a Afeganistão

Apesar de nunca termos pisado solo Afegão, percorremos cerca de 300kms, junto ao rio que faz fronteira... Vimos caminhos de cabras e aldeias isoladas do resto do mundo. Apenas vimos duas pontes entre o Afeganistão e o Tajiquistão, junto a elas existiam mercados onde podemos ver de perto algumas burcas, dinheiro afegão e alguns produtos de lá...
Caminho de cabras
Venda de especiarias
Mercado
Ponte que atravessa a fronteira para o Afeganistão

10.6.10

A última avaria

O desviador traseiro da gama mais baixa da Shimano(Tourney), andava a avisarme que não queria subir muito mais e ainda menos atravessar rios. Tentei explicar-lhe que queria chegar à China e nunca pensei que depois de 12300kms a apenas 700kms ele se desintegrasse em dois.
Abri a corrente, desmontei o desviador e voltei a fechar, tornando a bicicleta numa "single speed". Depois da Turquia, voltava a ficar com apenas uma mudança. O pior é que agora não existe quase nenhum material de bicicletas, as estradas são péssimas, e espera-nos a maior subida de toda a viagem, uma subida até aos 3252m de altitude.
Depois da subida e quase a chegar a Korugh, vejo a bicicleta de um pescador com desviador!!! Ao verificar que ele não usava mudanças, pedi-lhe que me vendesse o desviador, e adaptei-o para a minha bicicleta.
O desviador completamente destruído sem reparação possível.
O pescador que me vendeu o seu desviador por 1euro

O meu desviador semi-novo Xunchi...

9.6.10

Estradas deterioradas

Aqui fica um cheirinho da "qualidade" das estradas no Tajiquistão

Ponte suspensa nestes cabos

Isto, é uma estrada!
Nem os tanques sobrevivem ao estado da estrada...
Remendo numa ponte


Este camião não conseguia trepar a estrada em lama, e nós tivemos de desmontar da bicicleta e alancar à pata...

Estrada "fixa" com estacas
Camião capotado no meio do rio!!!

8.6.10

A toilette

Quando chega a hora de irmos à casa de banho, percebemos que entrámos na Ásia.
Uma Ásia profunda, longe dos hoteis e dos roteiros turísticos.
Sem adornos dourados nas sanitas, nem espelhos ou lavatórios, e muito menos portas com trinco a dizer ocupado.
Aqui a verdade é um pouco mais crua.
A sanita é substituída por um buraco no chão, e as fezes seguem a céu aberto estrumando os terrenos circundantes.


7.6.10

Sesta abençoada

Depois de não encontrarmos pão na única mercearia da aldeia, logo alguém nos convidou para entrarmos e almoçarmos. Foi mesmo na hora H, pois caiu uma grande carga de água, e assim aproveitamos para dormir uma sesta e ouvir um pouco de música tradicional...


O nosso anfitrião a tocar para nós