Para além do turismo e romantismo, também nos aconteceram umas peripécias no campo do surrealismo.. Enquanto procuravamos uma zona mais alternativa de roma para beber um copo, acabamos numa associação do Quirguistão, onde só haviam homens e todos olhavam para nós. Lá conseguimos ir à cozinha buscar qualquer coisa para comer e beber um chá...
Autocarro de venda ambulante, ainda nos questionamos se era do Paquistão.
E que melhor sítio para namorar e matar saudades, senão Roma? Escrevemos Roma de trás para a frente e obtivemos amoR :) Seguem as fotos da intensidade deste reencontro. Até já... Lançando a moeda para "garantir" o regresso a Roma. O nosso cadeado
Para quem nunca esteve em Roma, para ter uma ideia seria necessário juntar, Lisboa, Fátima e uns quantos Templos de Diana de Évora, e mesmo assim ainda fica a faltar o coliseu ;) Portanto podem imaginar o trabalho que tivemos em seleccionar as fotos para vos mostrar.
A famosa fonte de Trevi.
Ponte de S. Angelo
Basílica de S. Pedro à vista
As termas
Os nossos amigos brasileiros do hostel Peter Pan...
É claro que depois de tentar fazer todo-o-terreno com alforges e algum peso, o material tinha de ceder. Por isso no espaço de uma semana, houve corrente partida, pedal gripado, pneu rasgado e jante partida, tudo na mesma bicicleta, a do Alexandre. Não somos como o Macgyver, mas sem carros de apoio foi preciso puxar pela imaginação e também levar o material ao limite. Para os amantes da mecânica, seguem algumas fotos de meter medo ao susto para quem anda de bicicleta e se encontra a 5000kms de casa. Reparando uma corrente partida no centro de Siena.
Pneu a rasgar pela segunda vez, já com um remendo interno.
Reparando um pneu rasgado à beira de uma via rápida
A única solução encontrada.
Duas braçadeiras para o pneu não abrir.
Fita adesiva para proteger o conjunto E circular sem o respectivo travão a funcionar.
E se 3 são poucos, que venha mais um! Contra todas as probabilidades, enquanto estavamos a atestar os reservatórios de água para a dormida selvagem, aperece mais um ciclista com alforges. Apesar da reduzida carga, pareceu-nos um viajante de bicicleta como nós. Chama-se Stefan e é alemão, como tinha umas semanas de férias decidiu fazer uma volta por Itália a terminar em Roma, a cidade para onde nos dirigiamos. Deste modo, agora somos 4, o que começa a complicar um pouco a tarefa de fazer campismo selvagem. Felizmente encontramos uma casa de campo abandonada, com direito a lareira e tudo. No dia seguinte tivemos algumas peripécias com o terreno um pouco enlameado, deliciem-se com estas fotos: Vinko e Stefan Decidindo a rota por caminhos de terra Partilhando fotos e histórias.
Casa com lareira.
Lama e mais lama...
Impossível progredir...pelo menos com alforges e pneus semi-slick, há que retornar por outro caminho...
Na casa del vento falaram-nos de umas termas ao ar livre com água quente e gratuito para toda a gente.
Não hesitamos em alterar a nossa rota e dar lá um pulinho. Depois de algumas subidas com inclinação de mais de 20% ficamos todos transpirados e a precisar de um banho.
Mas com um frio que devia rondar os 5ºC e já de noite, só mesmo água a 40ºC a sair da terra, nos fez tirar a roupa. Um céu estrelado fez desta noite um dos momentos altos de Itália.
E como de manhã acordamos com tudo gelado, decidimos ir tomar o pequeno almoço para dentro de água, que estava tão quente que até deu para transpirar..
Dois amigos (Alexandre Páris e Tiago Santos) juntaram-se numa aventura de quatro rodas em duas bicicletas, com o objectivo de provar que é possível atravessar três continentes com zero emissões(CO2). Nesta viagem pretendeu-se atravessar alguns países da Europa, Norte de África e Ásia sem recurso a carros de apoio.
Deste modo divulgando e sensibilizando para o uso de um transporte acessível a qualquer pessoa e não poluente.
Todas as fotos em:
http://aparis.fotki.com/0emissoes/
Empresas e pessoas que nos apoiaram neste projecto :
Otília Páris e Artur Páris Família Martins(Paulo,Cristina e Ricardo) Bruno Cotrim David Raquel Isabel e Marco Família Espanhol(Marcelino e Beate) Jorge e Teresa(em Valdemoro) Franky(em Err) João e Emília(em Preixan) Pedro Queirós Luís Lopes(Som e imagem) Julie e Ingrid(em Marseille) Natalie e Christophe(em Cadolive) Marouen(em Ez Zahra) Ouled Braiek(em Sfax) Fritz(em Douz) Nidhal e familia(em Bir El Fay) Giuliana(em Génova) Patrizia(em Génova) Casa del vento(em Sieci) Lisa(em Siena) Serena(em Siena) Cláudio Morano(em Ardea) Roberta e família(em Nápoles) Nicoleta(em Avelino) Alessandro e família(em Barletta) Rosa(em Biscéglie) Giulia e família(em Bari) Raffaella e amigos(em Bari) Sinty e Roman(em Tirane) Dimitrija Sentevski(em Izbiste) Makridis(Loja em Tessalónica) Podilatis(Loja em Tessalónica) Emel(em Malkara) Caglar(em Tekirdag) Mike(em Buyukcekmece) Jorge Cordeiro(em Istambul) Sukran(em Yalova) Alper(em Ancara) Erwin(em Ancara) Família Batur(em Akkas) Ferit(em Sultanhani) Can Dede(em Urgup) Sinan e Noe(em Sivas) Serkan(em Erzincan) Família Praschel Ebru(em Erzurum) Majid Joudian(em Tabriz) Hossein Mousavi(em Tabriz) Melliposhan Bycicle Shop Jafa,Hassan e Asga(em Boein) Indira Camotim e Luis Gaminha(em Teerão) Nader e pai(em Amol) Saman,Hossein,Behroz,Mostafa e Sirus(em Sari) Khaeom(em Bandar-e-Turkman) Edris(em Aghghala) Mohammad(em Alghajar) Yaya(em Minudash) Nadar(em Shirvan) Famнlia Hassanzadeh(em Quchan) Ali e Mehdi(em Mashhad) Mohamed e Mohsen(em Mashhad) Jamal(em Sarakhs) Bixopo e familia(em Alat)