22.4.10

Transito em Teerao

Em Tunis e em Napoles apanhamos transito muito caotico.
Aqui em Teerao com mais de 10milhoes de habitantes, consegue ser pior.
Com a gasolina a 0,10centimos toda a gente tem mota ou carro, e nao ha preocupacoes em relacao aos consumos, por isso existe uma poluicao desmesurada.
Ha policias em todos os cruzamentos, que geralmente nao controlam nada, e existem veiculos a circular em todas as direccoes, as permitidas e as proibidas.
Surpreendentemente, existe um tipo de etica da ilegalidade, e nao se veem acidentes. Toda a gente vai dando um jeitinho aqui e ali, e as buzinadelas apenas sao para avisar que alguem vem la, e quase nunca para "reclamar".
Nao existem regras aparentes.
E a ordem desorganizada.
Um cruzamento com todo o tipo de transportes
video
E um pequeno video para se sentir a atmosfera e adrenalina de se pedalar em Teerao =)

20.4.10

Teerao

Chegada acompanhada a Teerao

Muito obrigado a Indira e Luis que nos ajudaram a receber o dinheiro vindo de Portugal.
Entrada da Universidade de Teerao
Um alemao, um coreano e um espanhol, que depois de esperarem desde as 9h ate as 13h, conseguiram o tao desejado visto para o Turcomenistao
Bazar

18.4.10

Momentos ate Teerao

9000kms percorridos no dia em que batemos o recorde de velocidade maxima, 81km/h

Convite para uma espetada e cha..


Melliposhan Bycicle Shop, que mudaram as esferas e o cubo da roda traseira do Tiago sem levar nada, quer dizer levaram, mais dois amigos.
Quando perguntamos se podiamos acampar no seu terreno, fizeram uma fogueira, e ajudaram nos no que poderam... Ainda nos ofereceram umas cebolas directamente do terreno.

Camionistas curiosos, nao nos largaram um minuto

Encontramos este cagado a atravessar a estrada e o Tiago decidiu dar-lhe uma ajudinha, para nao ser esmagado por um camiao.
Nao ha dia, que nao passe alguem de mota a perguntar de onde somos e a desejar-nos uma boa viagem.

Aqui ja muito perto de Teerao, o rio esta tao poluido que a agua esta roxa.

16.4.10

Boein Zahra

Quase a chegarmos a Teerao, Jafa encostou o carro a beira da estrada e pediu-nos para pararmos.
Explicou-nos que no ano passado tinha feito uma volta de bicicleta pela Turquia, Chipre e Siria com o seu irmao e fazia questao de nos receber.
Depois de muitos quilometros neste dia, soube bem o modo como fomos acolhidos. Se na Turquia a hospitalidade ja tinha sido boa, aqui no Irao esta a ser EXCELENTE.
Logo ficamos a conhecer o seu irmao Hassan, com quem fez a viagem, e tambem o Asga. Que logo nos convidou para jantar em sua , perguntou se queriamos participar numa aula de ingles e ainda terminar o dia numa piscina com sauna e jacuzzi.
Asga com o filho
Aula de Ingles
Na piscina municipal
Jantar com Asga e Hassan
Preparando para dormir na casa de Hassan
Pistachios dos terrenos de familia

14.4.10

Tabriz

Chegados a Tabriz, a maior cidade antes de Teerao, decidimos ir procurar um banco que fosse internacional e onde pudessemos levantar dinheiro. Com poucas pessoas a falar ingles e dificuldade em nos fazermos entender, nao estava facil de encontrarmos o que pretendiamos.
Perguntando a quem nos aparecia pela frente, conhecemos o Majid, que logo nos disse para esperarmos um pouco que ia estacionar o carro. Acompanhou nos a manha toda ajudandonos com a comunicacao, e perguntamos de banco em banco onde poderiamos levantar dinheiro, e as negas foram se sucedendo.
Comecavamos a ficar preocupados e diziam nos que a unica solucao era ir levantar dinheiro ao Azerbeijao ou a Turquia, o que para nos estava fora de questao pois o nosso visto para o Irao apenas contemplava uma entrada.
Entretanto levou nos a loja de tapetes do irmao, para descansarmos um pouco, bebermos um cha e tentarmos arranjar uma solucao.
Meia duzia de chamadas, e de seguida fomos para o posto de turismo, para nos tentarem ajudar.
Depois de explicarmos que o nosso visto nao permitia sair do pais, a unica solucao era fazer um deposito de dinheiro no banco iraniano em lisboa, e assim que eles tivessem o dinheiro, poderiamos levantar essa quantia no Irao.
O Majid teve de se ir embora, mas logo o Hossein que trabalhava na area do turismo, se prontificou a ajudar nos no que precisassemos. Seguimos para o seu posto de trabalho onde tinha internet, para tentarmos avisar alguem em lisboa para nos fazer o tao desejado deposito. Ja estavamos todos contentes, quando descobrimos que em Portugal nao havia banco do Irao, um balde de agua fria, e as nossas esperancas comecavam a morrer lentamente.
Sentiamo nos de maos e pes atados, e sem solucoes a vista.
Lembramo nos entao de telefonar a Embaixada Portuguesa no Irao para saber se haveria alguma solucao para recebermos dinheiro. Logo nos informaram que era impossivel de fazer levantamentos no Irao, e que a unica solucao seria de o dinheiro seguir em correio. Decidimos arriscar e depois tentar levantar em Teerao.
De seguida e depois de um dia cansativo e burocratico, um merecido descanso na casa de Hossein.
Majid e o irmao
Estes tapetes sao verdadeiras obras de arte, e parecem pinturas ou ate mesmo fotografias!!!
Nunca tinhamos visto um filtro para o cha deste tipo =)
Camara municipal de Tabriz
Hossein preparando para jantar


Mesquita azul de Tabriz

12.4.10

Momentos ate Tabriz

Mesquita Iraniana
Nao foi facil encontrar esta padaria
As casas das aldeias mudaram radicalmente de aspecto
Conhecemos este turco que vem a andar desde Istambul e usa a bicicleta como atrelado
Curso intensivo para aprender a contar ate 10.

Quando paramos para almocar num pequeno jardim, um rapaz esteve a falar um pouco connosco e depois foi para casa. Passado 15min, apareceu com este manjar na mao. A hospitalidade neste pais tem sido muito boa.

10.4.10

Primeiras impressões do Irão

Nem sabemos por onde começar.
Aqui neste país tudo é diferente.
Primeiro, tivemos a apontaria de entrar no Irão quando a hora mudou do inverno para o verão.Ou seja adiantamos uma hora por esse motivo, e mais 1h30 em relação à Turquia. É isso mesmo, 1h30, nem uma, nem duas, 1h30, já estivemos em muitos países mas nunca tinhamos visto tal coisa!Ou seja, se em Lisboa forem 10h00, aqui são 13h30 ;)
De seguida começamos a pedalar, e quando olhamos para as placas, nem letras, nem numeros!!!Aqui fala-se o farsi, da lingua persa, que é completamente incompreensivel!!!E para ajudar a numeração também é diferente, ou seja andamos completamente perdidos para aprender a contar até 10 em farsi.
Quando fomos comprar uns iogurtes para o pequeno almoço estivemos a tentar ver a validade, e estavamos com alguma dificuldade em perceber o ano, até que.... 89?!?! Será que estava fora de validade cerca de 20 anos???? Nada disso. Aqui no Irão não estamos em 2010, mas sim em 1389, segundo o seu calendário.
O pão mais utilizado tem 0,5mm de espessura e parece papel, felizmente já encontramos outros tipos de pão, que alimentam bem mais.
Depois o dinheiro, praticamente não se usam moedas, e o valor das notas mais usadas vão de 0,10€ a 5€, existem de valores mais altos, mas nuncam se vêem em circulação. Ou seja, para se comprar qualquer coisa, é tudo com muitas notas e muitos trocos em rebuçados ou chocolates, andamos sempre com a carteira cheia, agora é que nos sentimos milionários.
Desde que entramos ainda não vimos nenhuma mulher no país sem o lenço na cabeça.
Tantas novidades em tão pouco dias.
E a melhor fica para o fim, no Irão não existem multibancos internacionais, ou seja, resumindo e concluindo, não conseguimos levantar dinheiro!Estamos bastante apreensivos, como resolver esta situação.Pois o dinheiro que trazemos connosco 400€ para os dois, não chega para 30 dias, mais os vistos do Turcomenistão que deverão rondar os 100€.


6.4.10

Entrada Irão

Antes de entrarmos no Irão ainda conhecemos um casal de Escoceses que também estão a fazer a mesma rota que nós.http://www.helenanded.blogspot.com/
Os últimos quilómetros pedalados na Turquia tiveram como paisagem de fundo o magnífico e imponente Ararat.
E foi nesta pequena confusão, que esperamos mais de duas horas para entrarmos no Irão, com direito a pacandaria e tudo.
Depois de dois meses no mesmo país, estamos ansiosos por entrar numa nova cultura e num país ainda por descobrir para o turismo.